Vesti-me de ódio e saí para a Guerra.
Subi as calças do rancor,
Apertei os cintos do amor,
Amarrei os cadarços da dor.
Vesti-me de afeto para amar a bela mulher.
Abotoei a camisa da alegria,
Calcei sapatos da simpatia,
Mas deixei de lado o chapéu da revelia.
Vesti-me da libido para acariciar o corpo quente.
Usei a camiseta da sedução,
Calcei meias da paixão.
Não usei suspensórios no coração.
Despi-me da vergonha para conquistar triunfos.
Dorso nu, deixei à amostra os desejos,
Expus o restante sem compaixão e medos,
Desnudo, sutil decisão, escorreu vaidades entre dedos das mãos.
Silvio A. C. Francisco
Charqueada / SP
10:28h
21.04.2014
Poemas, textos e digitadas que tive coragem de postar! APROVEITEM!
segunda-feira, 21 de abril de 2014
domingo, 20 de abril de 2014
POESIA: RIOS DA SAUDADE
Das salinas de minha face
Escorrem dois finos veios d'água,
Que se juntam em meu queixo
E gotejam as mágoas.
Os dois rios não disfarçam,
É saudade que se faz estampada.
Não só na face habita a covarde,
Mas o peito ela também invade.
E se a dor do profundo pesar
Insiste em molhar-me o rosto,
No peito seca e arde,
Transformando o que resta em desgosto.
Mas, basta um gesto seu,
Para disparar um alarde.
De meu peito a saudade se parte
Secando o veio d'água e florescendo felicidade.
Silvio A. C. Francisco
Charqueada / SP
00:25h
21.04.2014
sábado, 24 de agosto de 2013
POESIA: DEVANEIO
Em um cantinho do quintal
Sentadinho e quietinho,
Brinca Vitor voltado para o muro
Parecendo preso, solitário e indefeso.
Em um cantinho do quintal
Sentadinho e ileso,
Devaneia Vitor estar em um castelo
Como um príncipe guerreiro.
Levanta ele, todo calmo e sereno
Pegando em uma das mãos um bastão pequeno.
Correr pelo quintal de chão de concreto
É apenas uma corrida para quem não olha de perto.
Mas, Vitor sabe que não pode vacilar
Está agora em meio a uma floresta escura
Que nada lembra a segurança de seu lar.
Golpeia Vitor, golpeia sem cessar.
A mamãe observa recostada na parede
O menino forte correr contente.
Vitor está em outro lugar,
Golpeando o vilão com espadadas potentes.
- Venha Vitor, vamos almoçar.
Neste instante o lúdico mundo se apaga em um piscar
Olha sério o menino para a mamãe a chamar
Em seguida abre um sorriso e salta no ar.
Ele vai em direção à mamãe dando sua mãozinha
Caminham juntos calmamente em direção à cozinha,
Mas Vitor olha mais uma vez para trás
E como um herói, encara o vilão prometendo voltar.
Silvio A C Francisco
Charqueada / SP
11:03h
24.08.2013
quinta-feira, 13 de junho de 2013
POESIA: PARA DENTRO DE SI
Para Dentro de Si:
Todos almejam subir ao monte, olhar de longe e contemplar o belo, viver o auge. Querem sentir os ventos, ver tremular sua bandeira hasteada, cravada no solo recém dominado, ver o inimigo de cima, tremer de emoção com os olhos lacrimejados. A juventude quer os louros, lauréis das lutas, desejam com vontade insana, emocionados, ávidos por uma vitória pura, a apetecida conquista pujante. Mas a juventude parece um cavalo despreparado, anabolizado, olhando-se para ela chegamos a sentir que sua força explode das entranhas, mas quando o tiro seco retumba aos ouvidos e as portinholas se abrem o que vemos é um puro sangue disparar como se fosse sua corrida mais importante e talvez seja mesmo, só que já nos primeiros metros fraqueja. Estremecer e murchar são os últimos fatos. O mais duro é que a derrota não os faz pensar, mas sim esbravejar, apontar culpados e buscar a desculpa que pareça mais convincente. Meras vítimas do imediatismo, não percebem que sucumbirão ao próprio ardor das chamas que acometem seus corpos quando desejam algo e só desejam. Sonhar é preciso, desejar é importante, mas transpirar, trabalhar e afligir-se com a estática é tão importante quanto. Sonho, almejo, me esforço, erro, choro, analiso, esfrio meu corpo, o frio da meticulosidade me domina, então planejo, elaboro e sou novamente tomado pelo calor, o tesão pelo resultado aflora por entre meus músculos, pulsante como deve ser. Eu faço... É doloroso tudo parece rasgar meu corpo, uma troca, às vezes quase injusta, muitas vezes o sonho cobra caro, mas eu pago e depois com o suor ou as lágrimas ou até mesmo ambos pingando o chão eu olho para dentro de mim, mais uma vez sinto ao meu redor o que é ser um vencedor. A sensação está por todo o lado, porque é exalada.
Silvio A C Francisco
Charqueada / SP
14/06/2013.
00:24h
Todos almejam subir ao monte, olhar de longe e contemplar o belo, viver o auge. Querem sentir os ventos, ver tremular sua bandeira hasteada, cravada no solo recém dominado, ver o inimigo de cima, tremer de emoção com os olhos lacrimejados. A juventude quer os louros, lauréis das lutas, desejam com vontade insana, emocionados, ávidos por uma vitória pura, a apetecida conquista pujante. Mas a juventude parece um cavalo despreparado, anabolizado, olhando-se para ela chegamos a sentir que sua força explode das entranhas, mas quando o tiro seco retumba aos ouvidos e as portinholas se abrem o que vemos é um puro sangue disparar como se fosse sua corrida mais importante e talvez seja mesmo, só que já nos primeiros metros fraqueja. Estremecer e murchar são os últimos fatos. O mais duro é que a derrota não os faz pensar, mas sim esbravejar, apontar culpados e buscar a desculpa que pareça mais convincente. Meras vítimas do imediatismo, não percebem que sucumbirão ao próprio ardor das chamas que acometem seus corpos quando desejam algo e só desejam. Sonhar é preciso, desejar é importante, mas transpirar, trabalhar e afligir-se com a estática é tão importante quanto. Sonho, almejo, me esforço, erro, choro, analiso, esfrio meu corpo, o frio da meticulosidade me domina, então planejo, elaboro e sou novamente tomado pelo calor, o tesão pelo resultado aflora por entre meus músculos, pulsante como deve ser. Eu faço... É doloroso tudo parece rasgar meu corpo, uma troca, às vezes quase injusta, muitas vezes o sonho cobra caro, mas eu pago e depois com o suor ou as lágrimas ou até mesmo ambos pingando o chão eu olho para dentro de mim, mais uma vez sinto ao meu redor o que é ser um vencedor. A sensação está por todo o lado, porque é exalada.
Silvio A C Francisco
Charqueada / SP
14/06/2013.
00:24h
segunda-feira, 13 de maio de 2013
POESIA: Na Derrota a Aprendizagem
Me esforcei, empenho e dedicação.
Ao final do percurso parecia tudo em vão.
A queda, o grito, urro de derrotado bicho.
Senti o amargo da derrota. Olhos úmidos de quem chora.
Por quê?
Vi o adversário comemorar.
Por meus olhos passaram todos os momentos...
Aqueles que anteciparam a luta e pareciam trazidos pelo vento,
Chorando descontente desejei o acalento.
Onde errei?
Já no meu recluso templo, parei!
Pensei, ouvi a mim mesmo.
Senti o último resquício do arrependimento.
Já frio era necessário parar e analisar.
Seria esse o sentido da derrota.
Mais calmo, com a adrenalina baixa, percebi:
Quem realmente aprende não é o que na vitória sorri.
Quem realmente aprende?
Posso ensinar por que vivi...
Realmente aprende, o que respeitosamente na derrota retira-se para refletir.
Silvio A C Francisco
Charqueada / SP
10/08/2010.
10:09
Ao final do percurso parecia tudo em vão.
A queda, o grito, urro de derrotado bicho.
Senti o amargo da derrota. Olhos úmidos de quem chora.
Por quê?
Vi o adversário comemorar.
Por meus olhos passaram todos os momentos...
Aqueles que anteciparam a luta e pareciam trazidos pelo vento,
Chorando descontente desejei o acalento.
Onde errei?
Já no meu recluso templo, parei!
Pensei, ouvi a mim mesmo.
Senti o último resquício do arrependimento.
Já frio era necessário parar e analisar.
Seria esse o sentido da derrota.
Mais calmo, com a adrenalina baixa, percebi:
Quem realmente aprende não é o que na vitória sorri.
Quem realmente aprende?
Posso ensinar por que vivi...
Realmente aprende, o que respeitosamente na derrota retira-se para refletir.
Silvio A C Francisco
Charqueada / SP
10/08/2010.
10:09
domingo, 7 de abril de 2013
Curiosidade sobre a poesia: Suor, diferenças e amizade
Hoje, estava pensando em um amigo distante. Neste momento ele está morando em outro país. Fiquei por um curto tempo imaginando como nos tornamos tão amigos a ponto de considerarmos um ao outro como irmão. Logo me veio à cabeça que seria por que temos muito em comum, mas ao me lembrar de um episódio em nossa pré-adolescência, quando jogávamos um futebolzinho na casa de sua avó e por motivos fúteis, discutimos a ponto de eu abandonar o "sagrado" campo de clássicos e mesmo assim no dia seguinte nos tratarmos bem como se aquilo tudo não fosse o mais importante, e realmente não era. O mais importante não era termos os mesmos gostos, acreditarmos nas mesmas coisas ou ideais, torcermos para o mesmo time (E não torcemos, afinal ele é Tricolor Paulista, convicto, e eu Corintiano) ou gostarmos das mesmas músicas, mas sim sermos parceiros e conscientes de que a diferença deve sempre ser respeitada e o respeito se dá a partir de exemplos de civilidade, honestidade e retidão. Aprendi muito com o ocorrido no campinho de futebol, aprendi muito e ainda aprendo com você meu amigo, sua coragem, honestidade e dedicação merecem meu respeito e admiração. Vida longa meu amigo e irmão. Vida plena! Dú, seja um vencedor! O poema: "SUOR, DIFERENÇAS E AMIZADE" é uma celebração a nossa amizade.
POESIA: SUOR, DIFERENÇAS E AMIZADE
No chão verde de grama irregular
Que ocupava parte do terreno,
Um passo vacilante, outros largos, tantos outros curtos e rápidos.
Passei ao lado do parceiro e pedi a bola,
Era agora que eu marcava meu tento,
Mas o passe foi longo,
A bola percorreu a lateral do campo improvisado,
Tocando a calçadinha de concreto que margeava a casinha velha de avó,
Rapidamente foi pega pelo adversário,
Lançada com precisão outro a empurrou para o golzinho.
Feito de calçados sujos era o nosso, formava o gol a ser defendido!
Cabisbaixo e quase tomado pela raiva, me contive.
Fui repor com agilidade a pelota nos pés do meu parceiro,
Errei... Novamente fizeram um gol.
Agora era um punhado para eles, talvez dois para nós,
Inflamou meu instinto de competidor,
Covarde, gritei: - Foi falta! - Sem o menor pudor.
Retrucaram com voz grossa: - Não, foi!
De cabeça baixa mais uma vez, repliquei algo que não me lembro.
Foi o suficiente par desencadear uma discussão,
Dessas que todos falam o que pensam
Defendendo seus interesses,
Vi que perderia também na peleja,
Olhei Daniel esperando uma ajuda, ele nada disse,
Pensei em chamá-lo para a batalha,
Mas vi que se acovardava como eu.
Desfiz metade do golzinho que defendíamos,
Com meus calçados na mão me pus a caminhar em direção ao portão de madeira,
Daniel, logo atrás de mim. Cretino, agora me segue? Logo agora que desistimos.
Fui embora com as orelhas quentes e pernas trêmulas.
Deixei para trás meu melhor amigo,
Ao meu lado, Daniel, dizendo palavras fortes,
Mas na hora errada, concordei para calar sua boca.
Chegando à minha casa dei-me conta da besteira,
Por nada, bobeira. Troquei rusgas com meu irmão de coração.
Mas como a vida é bela,
No outro dia jogávamos mais um clássico no mesmo campo.
Como?
Simples! Sem dizer nada, munido apenas de um sorriso no rosto.
Ele entendeu que era um pedido de perdão!
Silvio A C Francisco
07.04.13 - 22:25 h
Charqueada / SP
Que ocupava parte do terreno,
Um passo vacilante, outros largos, tantos outros curtos e rápidos.
Passei ao lado do parceiro e pedi a bola,
Era agora que eu marcava meu tento,
Mas o passe foi longo,
A bola percorreu a lateral do campo improvisado,
Tocando a calçadinha de concreto que margeava a casinha velha de avó,
Rapidamente foi pega pelo adversário,
Lançada com precisão outro a empurrou para o golzinho.
Feito de calçados sujos era o nosso, formava o gol a ser defendido!
Cabisbaixo e quase tomado pela raiva, me contive.
Fui repor com agilidade a pelota nos pés do meu parceiro,
Errei... Novamente fizeram um gol.
Agora era um punhado para eles, talvez dois para nós,
Inflamou meu instinto de competidor,
Covarde, gritei: - Foi falta! - Sem o menor pudor.
Retrucaram com voz grossa: - Não, foi!
De cabeça baixa mais uma vez, repliquei algo que não me lembro.
Foi o suficiente par desencadear uma discussão,
Dessas que todos falam o que pensam
Defendendo seus interesses,
Vi que perderia também na peleja,
Olhei Daniel esperando uma ajuda, ele nada disse,
Pensei em chamá-lo para a batalha,
Mas vi que se acovardava como eu.
Desfiz metade do golzinho que defendíamos,
Com meus calçados na mão me pus a caminhar em direção ao portão de madeira,
Daniel, logo atrás de mim. Cretino, agora me segue? Logo agora que desistimos.
Fui embora com as orelhas quentes e pernas trêmulas.
Deixei para trás meu melhor amigo,
Ao meu lado, Daniel, dizendo palavras fortes,
Mas na hora errada, concordei para calar sua boca.
Chegando à minha casa dei-me conta da besteira,
Por nada, bobeira. Troquei rusgas com meu irmão de coração.
Mas como a vida é bela,
No outro dia jogávamos mais um clássico no mesmo campo.
Como?
Simples! Sem dizer nada, munido apenas de um sorriso no rosto.
Ele entendeu que era um pedido de perdão!
Silvio A C Francisco
07.04.13 - 22:25 h
Charqueada / SP
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