Dias atrás, desisti de alguém,
Que sugava minha vitalidade.
Mesmo ainda jovem,
Eu parecia ter mais idade.
A partir daquele dia,
Nossos bons instantes,
Viraram estrelas no céu.
Querendo recordar, olhava eu, para os pontos cintilantes.
E não é que em outro tempo,
Vislumbrando o céu estrelado,
Me deparei com um brilho mais forte.
Para um passeio no passado, fui levado.
Ainda estava tudo tão nítido dentro de mim.
Bastou o brilho de uma estrela,
Para me deixar saudoso,
Esquecendo das feridas, enlouquecido, desejei vê-la.
Mas algo dentro de mim gritava...
Eram palavras de aviso.
Meu coração, não queria ser enganado,
E a todo o momento me lembrava dos riscos.
Mas o brilho champanhe me deixou enebriado.
Deitei, queria ver melhor aquele ponto luminoso.
E logo me sentia atraído novamente por você.
Já o coração, continuava avisando que era perigoso.
Após muito observar
E estar convencido de que deveria te procurar,
O Sol resolveu nascer,
Fez o brilho champanhe apagar.
Com ele foi-se embora o devaneio.
E tudo mais que fazia me enfeitiçar.
Das estrelas, ponderarei ao olhar, sempre!
Por que descobri, que me lembram seu olhar.
Silvio A. C. Francisco
Ipeúna / SP
14.09.2016
10:04h.
Poemas, textos e digitadas que tive coragem de postar! APROVEITEM!
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
POESIA: O Que Queres?
A despeito de eu não querer,
Sentir as dores do mandamento.
Teimo, insisto e até me apresso...
Pedindo por aprimoramento.
Dobro o joelho e me dobro,
Ou simplesmente deitado,
Antes do sono, quando às vezes
Sinto-me privilegiado, outras um coitado.
E nesta de como me sinto,
Agradeço, mas continuo pedindo...
Ainda me ponho a pensar se Ele,
De fato está me ouvindo.
Forte é a fraqueza da alma,
Que assola os pensamentos...
Me fazendo vacilar na crença,
Tentando perpetuar este indigno sentimento.
Mas me lembro... "Aprimoramento".
Já percebi e compreendi, é a sina da espada.
Coisa certa é que,
Para ser forte, tem de ser forjada.
Vai no fogo, depois repousa...
Sobre a bigorna é que te deitas,
Pra levar as marteladas, golpes que lhe acertam,
Te farão espada quase perfeita.
Então já não reclamo dos contratempos.
Sinto as dores, me abato e suplico ânimo.
Esmorecer pode,
Mas não permanecer neste âmbito.
Como poderia, afinal
Pedir por crescimento,
E quando me é dada a chance,
Reclamo do momento?
Quer ser forte,
Quer ser espada certeira e afiada,
No entanto chora e reclama,
Ao bater das marteladas.
Aprenda a querer,
Para isso aprenda suportar.
Só assim saberá de fato, ter e ser.
Aprenda, não por aprender, mas para merecer.
Silvio A. C. Francisco
Ipeúna / SP
09.09.2016
14:43h.
Sentir as dores do mandamento.
Teimo, insisto e até me apresso...
Pedindo por aprimoramento.
Dobro o joelho e me dobro,
Ou simplesmente deitado,
Antes do sono, quando às vezes
Sinto-me privilegiado, outras um coitado.
E nesta de como me sinto,
Agradeço, mas continuo pedindo...
Ainda me ponho a pensar se Ele,
De fato está me ouvindo.
Forte é a fraqueza da alma,
Que assola os pensamentos...
Me fazendo vacilar na crença,
Tentando perpetuar este indigno sentimento.
Mas me lembro... "Aprimoramento".
Já percebi e compreendi, é a sina da espada.
Coisa certa é que,
Para ser forte, tem de ser forjada.
Vai no fogo, depois repousa...
Sobre a bigorna é que te deitas,
Pra levar as marteladas, golpes que lhe acertam,
Te farão espada quase perfeita.
Então já não reclamo dos contratempos.
Sinto as dores, me abato e suplico ânimo.
Esmorecer pode,
Mas não permanecer neste âmbito.
Como poderia, afinal
Pedir por crescimento,
E quando me é dada a chance,
Reclamo do momento?
Quer ser forte,
Quer ser espada certeira e afiada,
No entanto chora e reclama,
Ao bater das marteladas.
Aprenda a querer,
Para isso aprenda suportar.
Só assim saberá de fato, ter e ser.
Aprenda, não por aprender, mas para merecer.
Silvio A. C. Francisco
Ipeúna / SP
09.09.2016
14:43h.
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
POESIA: Quem é Dono de Quem?
Da caridade,
Espero precisar apenas
Ser o caridoso,
Que concede em gesto nobre,
Aquilo que o carente necessita.
Se dá assim, um gesto honroso.
Mas da caridade,
Mas da caridade,
Já fui muito, o carente,
Que por momentos inúmeros,
Aguardei do caridoso
Aquilo que me fazia falta...
E recebi das plantações doutro, os frutos.
Nada... Nada como a necessidade,
Para aprimorar a humildade.
Nos ensinar sobre nobreza.
Quem é maior que a vida?
Quem, que de tão grande, enquanto passa por ela,
Jamais aprecia seus momentos de beleza?
Assim como a vida, o ser.
O ser, que como a vida, tem sua grandeza,
Sua importância e também carrega sua beleza.
Ainda que em momentos ordinários,
Advindos da canalhice do próprio ser...
Há sempre uma oportunidade de grandioso, se fazer.
Para tal... Para que seja imenso...
Terás de ser pequenino,
Mostrando aos olhos menos atentos,
Ser fraco e ingênuo.
Doando àquele que usualmente se condena,
Provando seu desprendimento.
Assim será o mais forte.
E ai daquele que ousar testar sua força.
Pois tudo na vida... Aquela maior que todo o resto.
Tudo nela, conspirará a seu favor.
E a brisa que sopra em sua face,
Tornar-se-a tempestade, na cara do falso modesto.
Se fizeres, faça e cale-se.
Se te pedirem e puderes ajudar,
Ajude, sem murmuria e reclamação.
Faça, por que é gesto de bondade.
Não por que queres mostrar a todos que é bom.
Doe, sem antes reclamar de sua condição.
Lembrando que, se tens para doar...
Ainda que seja pouco,
Significa que mais do que precisa, tens.
Logo, a abundância habita sua vida.
O proprietário é quem tem o controle...
E mostra aos bens quem é dono de quem.
Silvio A. C. Francisco
Ipeúna / SP
05.09.2016
05.09.2016
10:59h.
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
POESIA: De Onde Vem a Tristeza Profunda?
Na terra da rainha,
Dizem que a tristeza,
Vem das nuvens carregadas,
Que quando choram,
Fazem mais
Do que deixar pessoas molhadas.
E dos olhos
De quem já não mede mais seus bens,
Muito escorre para nada.
É o que pensa o portador da dor,
Que não vê em coisa alguma,
Algo, que de fato lhe valha.
Por isso a morte é convidativa,
As sombras parecem uma cama,
Que muito engana o desesperado.
Coitado, mal sabe que seus desejos,
Ainda que nefastos, tratam-se de recados...
Do inconsciente enfadado.
Desenterra de ti, tudo que está latente.
As pendências deixadas para trás,
Continuarão latentes. Não se esqueça...
Elas aguardam serem tratadas.
Vai ser sempre mais fácil,
Com a ajuda do montador de quebra-cabeças.
Por isso, seja a depressão, qual for.
Seja tristeza, fraqueza ou dor.
Esteja ela calcada no ódio ou amor,
Causada por um desconhecido,
Alguém próximo ou que esteja contigo.
Suas respostas com a terapia, vão desabrochar como flor.
Silvio A. C. Francisco
Ipeúna / SP
02.09.2016
16:01h.
terça-feira, 30 de agosto de 2016
POESIA: Vamos Celebrar Seu Dia.
Antes de começar a poesia, quero mencionar que a fiz rapidamente no improviso, como num sopro. Ela é para um amigo que faz aniversário hoje (30.08.2016). Welington Cristiano Medina. Um cara que me ensinou muito na vida e ainda me ensina. Mais que um amigo, na verdade um irmão.
Parabéns Medina. Deus o abençoe muito. A poesia é simples, como nossa amizade.
--
Vamos celebrar mais um dia,
Mas não é um dia como outro.
Hoje é dia de homem feito,
Que ainda tem muito por fazer pelos outros.
Vamos dar graças,
Pois é nítida a evolução.
Homem que dá orgulho aos que o conhece,
E preenche da alegria nosso coração.
Cresceu e ainda cresce.
Se faz firme e denota força e finca-se em pé,
Mesmo quando padece...
Tudo isso é fruto da fé.
Quem pode estar a seu lado,
Sabe do que digo.
Ontem era um,
Hoje és outro, meu amigo.
E como é reluzente,
O brilho de tua alma.
Sabe quando dar força a outro,
Mas também é sábio para proliferar a calma.
Dono de certezas,
E delas tentas convencer aos demais.
Não tenho dúvida de sua força,
Força esta que orgulha seus pais
Não há dúvida,
É seu, o dia.
Mas sou eu quem ganho o presente.
Pois mesmo quando estás longe, sinto sua companhia.
Silvio A. C. Francisco
Ipeúna / SP
30.08.2016
11:21h.
POESIA: Erro do Outro e o Erro Meu.
Tanta determinação,
Para provar,
Que o erro do outro é maior,
Então, é merecido condenar.
Normal, justificar nossos erros.
Dizer ao próximo que você não é santo,
Mas não erra como o outro.
Na verdade, todos erramos, e erramos tanto.
Triste, é esta falta de humildade.
Desejamos ainda, sentirmo-nos forte...
Apontamos defeitos dos que nos cercam,
Com dedos duros de morte.
Até quando?
Até quando vamos continuar soberbos?
Será que é só falta de humildade?
Ou haveria de ser também, o medo?
Não é por falta de bons exemplos.
Existem vários deles na literatura,
E tantos outros, surgem diante dos nossos olhos,
No trabalho, em casa e na rua.
O que nos falta... O que nos falta de verdade,
É olhar mais para a realidade e do outro ter compaixão.
Pois quando ele erra, basta lembrar,
Que todos erramos e somos dignos de perdão.
No entanto,
Não sejamos inférteis, solo duro e seco.
Farei a prece para que quando errarmos
Aprendamos com nossos erros.
Com isso, nos tornemos mais sábios,
Menos medíocres e ainda, menos cínicos.
Que de nós floresça a tolerância,
Renovando-se em minutos cíclicos.
Silvio A. C. Francisco
Ipeúna / SP
30.08.2016
09:48h.
Para provar,
Que o erro do outro é maior,
Então, é merecido condenar.
Normal, justificar nossos erros.
Dizer ao próximo que você não é santo,
Mas não erra como o outro.
Na verdade, todos erramos, e erramos tanto.
Triste, é esta falta de humildade.
Desejamos ainda, sentirmo-nos forte...
Apontamos defeitos dos que nos cercam,
Com dedos duros de morte.
Até quando?
Até quando vamos continuar soberbos?
Será que é só falta de humildade?
Ou haveria de ser também, o medo?
Não é por falta de bons exemplos.
Existem vários deles na literatura,
E tantos outros, surgem diante dos nossos olhos,
No trabalho, em casa e na rua.
O que nos falta... O que nos falta de verdade,
É olhar mais para a realidade e do outro ter compaixão.
Pois quando ele erra, basta lembrar,
Que todos erramos e somos dignos de perdão.
No entanto,
Não sejamos inférteis, solo duro e seco.
Farei a prece para que quando errarmos
Aprendamos com nossos erros.
Com isso, nos tornemos mais sábios,
Menos medíocres e ainda, menos cínicos.
Que de nós floresça a tolerância,
Renovando-se em minutos cíclicos.
Silvio A. C. Francisco
Ipeúna / SP
30.08.2016
09:48h.
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
POESIA: Rouba, Mas Faz?
Ainda há...
Pessoas que sorriem sem parar.
Oferecem o mínio para te comprar
E apertam sua mão em gesto firme,
Desejando enganar.
Por que será?
É por que ainda há,
Tamanha ignorância para aceitar,
Ser enganado por gente má,
Que compra seu voto por migalhas,
E depois vai carregar os próprios bolsos com uma pá.
Me dá, me dá...
Um milheiro de tijolos,
Uma dentadura nova,
Ou então, cinquenta contos,
Pra a gasolina eu colocar.
Me dá, me dá...
Uma dúzia de ovos,
Um revestimento novo no sofá.
Me dá um abraço forte e um aperto de mão,
Só para ganhar meu voto que te dará credencial para roubar.
Agora você me diz, seu bitolado...
Com papinho furado,
Que fulano é da paz.
Deixa de ser otário, ajudando ele,
Você será comparsa de vagabundo, mas "tudo bem"... Ele rouba mas faz.
É vai crendo nisso,
Por isso a política está este lixo.
E toda hora é safado pegando dinheiro do povo,
Dando sumiço, e aí o que te resta:
É torcer para os "Sérgios Moros" fazerem bem os seus serviços.
Já que não deu certo,
Nos quatro últimos anos,
Com eles, melhor não estamos,
Por isso, se é pra continuar de novo, arriscando.
Ao menos que a gente dê lugar para quem é novo no ramo.
Seu voto é particular,
Eu sei, mas tenha por você o mínimo de jeito.
Por que já chega,
De sustentar a corja de bandidos sem respeito,
Vai apertar o botão verde? Tá, ok! Vê se faz direito.
Silvio A. C. Francisco
Ipeúna / SP
25.08.2016
12:36h.
Pessoas que sorriem sem parar.
Oferecem o mínio para te comprar
E apertam sua mão em gesto firme,
Desejando enganar.
Por que será?
É por que ainda há,
Tamanha ignorância para aceitar,
Ser enganado por gente má,
Que compra seu voto por migalhas,
E depois vai carregar os próprios bolsos com uma pá.
Me dá, me dá...
Um milheiro de tijolos,
Uma dentadura nova,
Ou então, cinquenta contos,
Pra a gasolina eu colocar.
Me dá, me dá...
Uma dúzia de ovos,
Um revestimento novo no sofá.
Me dá um abraço forte e um aperto de mão,
Só para ganhar meu voto que te dará credencial para roubar.
Agora você me diz, seu bitolado...
Com papinho furado,
Que fulano é da paz.
Deixa de ser otário, ajudando ele,
Você será comparsa de vagabundo, mas "tudo bem"... Ele rouba mas faz.
É vai crendo nisso,
Por isso a política está este lixo.
E toda hora é safado pegando dinheiro do povo,
Dando sumiço, e aí o que te resta:
É torcer para os "Sérgios Moros" fazerem bem os seus serviços.
Já que não deu certo,
Nos quatro últimos anos,
Com eles, melhor não estamos,
Por isso, se é pra continuar de novo, arriscando.
Ao menos que a gente dê lugar para quem é novo no ramo.
Seu voto é particular,
Eu sei, mas tenha por você o mínimo de jeito.
Por que já chega,
De sustentar a corja de bandidos sem respeito,
Vai apertar o botão verde? Tá, ok! Vê se faz direito.
Silvio A. C. Francisco
Ipeúna / SP
25.08.2016
12:36h.
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| - Imagem retirada do site: http://youpix.virgula.uol.com.br/top10/os-tipos-de-aperto-de-mao/ - 25.08.2016 - |
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